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Entrada para Financiamento: Quanto Preciso e Como Juntar?

Gratuito e sem cadastro Atualizado em 23 de julho de 2026
Entrada para Financiamento: Quanto Preciso e Como Juntar?
Foto: Roy Serafin (Pexels)

Comprar a casa própria é o sonho de muitos brasileiros, mas a entrada do financiamento costuma ser o maior obstáculo. Afinal, qual o valor exato que você precisa juntar e como chegar lá de forma realista? A resposta direta é: como regra geral, os bancos exigem uma entrada mínima de 20% do valor do imóvel (Sistema Financeiro Imobiliário – SFH). Porém, programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) podem reduzir esse percentual. Neste guia, você aprenderá tudo o que precisa saber para planejar sua entrada e acelerar a conquista do seu lar.

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Qual o valor mínimo de entrada exigido no Brasil?

O percentual de entrada para financiamento imobiliário é definido pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e pelas regras do sistema financeiro. No SFH (Sistema Financeiro de Habitação), a entrada mínima é de 20% do valor do imóvel, podendo chegar a 30% em alguns bancos para imóveis de maior valor. Já no SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), para imóveis acima de R$ 1,5 milhão, a entrada costuma ser de 50%.

Para famílias de baixa renda, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) permite entrada a partir de 0% para imóveis de até R$ 264 mil, dependendo da faixa de renda e da localização. Em faixas intermediárias, a entrada pode ser de 5% a 10%.

Fonte: As regras do SFH e do MCMV são atualizadas periodicamente pelo BACEN e pela Caixa Econômica Federal. Consulte sempre o site oficial.

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Como calcular a entrada ideal para seu financiamento?

O cálculo da entrada ideal não se resume ao percentual mínimo. É preciso considerar:

- Valor do imóvel: pesquise preços na sua região usando o índice FipeZAP, que acompanha o mercado imobiliário nacional. - Renda familiar: os bancos limitam a parcela em até 30% da sua renda bruta (regra do SFH). Uma entrada maior reduz o valor financiado e, consequentemente, as parcelas. - Custos extras: ITBI, registro, escritura e taxas podem somar de 3% a 5% do valor do imóvel. Separe esse valor além da entrada.

Exemplo prático

Suponha que você quer comprar um imóvel de R$ 300.000 pelo SFH. A entrada de 20% será de R$ 60.000. A isso, acrescente cerca de R$ 12.000 (4%) para custos de transação. Total necessário: R$ 72.000.

ItemValor (R$)
Entrada (20%)60.000
Custos extras (4%)12.000
**Total a juntar****72.000**

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Estratégias práticas para juntar o dinheiro da entrada

1. Invista com disciplina e prazos realistas

Abra uma conta em um banco ou corretora e invista mensalmente em produtos de baixo risco: CDB com liquidez diária, Tesouro Selic ou fundos DI. A Anbima recomenda manter a reserva para entrada em aplicações conservadoras, pois o prazo costuma ser curto (2 a 5 anos).

Dica: separe um valor fixo todo mês – mesmo que pequeno – e automatize a transferência. O hábito é mais importante que o valor inicial.

2. Use o FGTS a seu favor

Se você tem saldo no Fundo de Garantia, pode sacá-lo para amortizar o financiamento, para dar entrada ou para quitar as prestações. As regras variam conforme o programa (SFH, MCMV). Consulte a Caixa Econômica Federal para saber se você se enquadra.

3. Reduza gastos não essenciais e aumente sua renda

Crie um orçamento mensal detalhado. Corte assinaturas, delivery e lazer supérfluo por um período determinado. Se possível, faça um “bico” ou venda itens parados. Cada real conta.

4. Considere a compra em parceria ou com familiares

Juntar forças com cônjuge, pais ou irmãos pode acelerar o acúmulo da entrada. Formalize o acordo em contrato para evitar conflitos.

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Programas habitacionais que reduzem a entrada

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV), retomado em 2023, oferece subsídios e taxas reduzidas. Para famílias com renda de até R$ 2.640, a entrada pode ser zero. Nas faixas seguintes (renda até R$ 8.000), a entrada varia de 5% a 10% do valor do imóvel.

Outros programas estaduais e municipais, como o Casa Verde e Amarela (substituto anterior do MCMV), também oferecem condições especiais. Vale pesquisar na sua prefeitura ou no site da Caixa.

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Erros comuns ao planejar a entrada

1. Subestimar os custos extras: ITBI, registro e taxas podem pegar você desprevenido. Calcule entre 3% e 5% do valor do imóvel. 2. Contar com valorização futura: Nunca dependa de ganhos especulativos para completar a entrada. Use potencial estimado apenas como referência. 3. Não considerar o prazo: Juntar R$ 72.000 em 1 ano exige R$ 6.000/mês. Se sua renda não permite, ajuste o prazo ou o valor do imóvel. 4. Esquecer o seguro obrigatório: No financiamento, você precisa contratar seguro MIP (morte) e DFI (danos físicos ao imóvel). Inclua no orçamento.

Conclusão

Juntar a entrada para um financiamento exige planejamento, disciplina e informação. Com as estratégias certas – investimentos conservadores, uso inteligente do FGTS e corte de gastos – você pode transformar o sonho da casa própria em realidade. Lembre-se de que o valor ideal não é apenas o mínimo exigido, mas aquele que cabe no seu bolso sem comprometer sua saúde financeira.

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Perguntas frequentes

A entrada mínima é sempre 20%?+

Não. Depende do sistema de financiamento. No SFH é 20% (ou mais, conforme o banco). No MCMV pode ser 0% a 10%. Para imóveis de alto padrão, a entrada pode chegar a 50%.

Posso usar o FGTS para dar entrada?+

Sim, desde que você atenda aos requisitos (por exemplo, não ter usado o FGTS para financiamento nos últimos 3 anos, saldo suficiente, etc.). Consulte a Caixa.

Qual o valor ideal de entrada para reduzir as parcelas?+

Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e as parcelas. Se puder, dê 30% ou mais, desde que não comprometa sua reserva de emergência.

Quanto tempo leva para juntar a entrada?+

Depende da sua capacidade de poupança. Por exemplo, para juntar R$ 60.000 em 3 anos, você precisa guardar cerca de R$ 1.667/mês (sem rendimentos). Com investimentos, o prazo pode diminuir.

Existem aplicações específicas para juntar entrada?+

Não há uma única opção. O mais comum é usar CDB, Tesouro Selic ou LCI/LCA com liquidez no vencimento. Escolha produtos com baixo risco e que não tenham carência longa.

O que são custos de transação?+

São tributos e taxas: ITBI (em média 2% a 3% do valor do imóvel, pago à prefeitura), escritura (cerca de 1%) e registro (cerca de 0,5%). Sempre negocie com o vendedor.

Financiamento pela Caixa exige entrada maior?+

A Caixa segue as regras do SFH e do MCMV. Para o SFH, a entrada mínima é 20%, mas pode ser maior se o imóvel for de alto valor. Para o MCMV, as regras são mais brandas.

O que acontece se eu não conseguir juntar a entrada no prazo?+

Você pode renegociar o prazo com o banco (se já tiver contrato) ou estender seu plano de poupança. O importante é não se endividar para cumprir o valor.

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Danilo Cabral

Escrito por Danilo Cabral

Fundador da NovuLeads · 15+ anos em mercado imobiliário e finanças do consumidor

Conteúdo revisado e validado sob as normas e benchmarks do mercado brasileiro.

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