A regra dos 4% (e por que ela é só um ponto de partida)
A 'regra dos 4%' sugere que você pode sacar 4% do seu patrimônio por ano, na aposentadoria, com baixo risco de o dinheiro acabar — o que equivale a precisar de cerca de 25 vezes o seu gasto anual. Para uma renda de R$ 5.000/mês (R$ 60 mil/ano), isso dá R$ 1,5 milhão.
É um bom ponto de partida, mas foi calibrada para o mercado americano. No Brasil, com juros reais historicamente mais altos, taxas de retirada um pouco maiores podem ser sustentáveis — porém a volatilidade e mudanças de regime de juros pedem prudência. Use a calculadora para testar diferentes taxas de retorno real e ver como o patrimônio-alvo muda.
Quanto mais cedo, mais barato
O custo de adiar é brutal. Por causa dos juros compostos, começar aos 25 em vez de aos 40 pode reduzir o aporte mensal necessário em mais de 70% para a mesma meta. Cada década de atraso aproximadamente dobra o esforço mensal exigido. Se você acha que está atrasado, a segunda melhor hora para começar é agora.
PGBL ou VGBL? E o INSS?
Planos de previdência privada vêm em dois sabores: PGBL, que permite deduzir até 12% da renda bruta tributável no IR (ideal para quem faz declaração completa e contribui para o INSS), e VGBL, em que o IR incide só sobre o rendimento no resgate (melhor para quem faz declaração simplificada). A previdência privada complementa — não substitui — o INSS, e raramente deve ser a única estratégia. Compare sempre o custo (taxa de administração e carregamento) com investir por conta própria em renda fixa e fundos.
