O mercado imobiliário em São Paulo (SP)
O mercado paulistano é, na prática, vários mercados. Na região central (Higienópolis, República, Vila Mariana) o estoque novo esgotou e os lançamentos são de alto padrão; na zona oeste (Pinheiros, Vila Madalena, Perdizes) a valorização acompanha a expansão do metro e das sedes de tecnologia; já na zona leste e sul o m² é mais acessível, mas o tempo de revenda é maior. Quem compra para morar em São Paulo costuma ser premiado pela liquidez — vender um imóvel aqui é mais rápido do que em qualquer outra capital — mas o custo de oportunidade da entrada também é alto, já que CDBs e Tesouro Selic pagam bem. A simulação só faz sentido com os seus números reais de prazo, taxa de financiamento e aluguel equivalente.
Como decidir entre alugar e comprar em São Paulo
Em São Paulo, o m² médio de venda gira em torno de R$ 11.833, o que coloca a cidade 29% acima da média nacional de referência (R$ 9.200/m²). Para um apartamento típico de 60 m², isso representa cerca de R$ 709.980 de investimento na compra — ou um aluguel médio de aproximadamente R$ 3.754 por mês.
A pergunta certa não é "alugar é jogar dinheiro fora?", e sim: o que rende mais para o seu horizonte de tempo? Quem compra imobiliza a entrada e paga juros de financiamento; quem aluga pode investir esse mesmo capital. Com a rentabilidade bruta de locação em torno de 6.3% ao ano em São Paulo, vale comparar esse número com o que um CDB ou o Tesouro Selic pagariam no mesmo período.
Simule com os seus números
Use o simulador acima preenchendo o valor do imóvel que você tem em vista em São Paulo, a entrada disponível, a taxa do financiamento e o aluguel equivalente. A ferramenta calcula o patrimônio nos dois cenários ano a ano e mostra o ponto de equilíbrio — o momento em que comprar passa a superar alugar e investir a diferença.
Dica: rode também a comparação de renda fixa e a calculadora de juros compostos para enxergar quanto a entrada renderia se fosse investida em vez de imobilizada no imóvel.
