Como Calcular a Contribuição ao INSS do MEI e do Empresário do Simples Nacional
Saber calcular a contribuição ao INSS é essencial para todo pequeno empresário que deseja garantir seus direitos previdenciários sem comprometer o fluxo de caixa. A forma de recolhimento varia significativamente entre o Microempreendedor Individual (MEI) e o empresário optante pelo Simples Nacional — seja ele da microempresa (ME) ou empresa de pequeno porte (EPP). Este guia explica, de maneira prática e com exemplos, como cada perfil deve calcular o valor mensal do INSS e quais as implicações para a aposentadoria.
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1. A contribuição do MEI: fixa e simplificada
O MEI recolhe o INSS por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que já inclui todos os tributos devidos. A parcela destinada à Previdência Social corresponde a 5% do salário mínimo vigente. Esse valor é reajustado anualmente. Por exemplo, com salário mínimo de R$ 1.412,00 (2025), a base de INSS do MEI é R$ 70,60, acrescida de:
- R$ 1,00 de ISS (atividades de serviço) - R$ 5,00 de ICMS (comércio e indústria) - O total do DAS fica entre R$ 71,60 e R$ 76,60, dependendo da atividade.
Vantagem: o MEI não precisa se preocupar com alíquotas progressivas ou cálculo de pró-labore. O valor é único e já garante acesso aos benefícios previdenciários básicos (aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte), desde que cumprida a carência.
Fonte: Portal do MEI - gov.br
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2. Empresário do Simples Nacional: como calcular?
Se sua empresa é optante pelo Simples Nacional, mas você não é MEI (faturamento acima de R$ 81.000,00 ou sócio de ME/EPP), a contribuição previdenciária é feita como segurado facultativo ou empregado (no caso de pró-labore). Existem duas formas principais:
Plano Simplificado de Previdência
- Alíquota de 11% sobre o salário mínimo vigente. - Exemplo: R$ 1.412,00 × 11% = R$ 155,32/mês. - Não permite contagem de tempo de contribuição extra, apenas acesso aos mesmos benefícios do MEI.Plano Normal (20% sobre o rendimento)
- Alíquota de 20% sobre o valor efetivamente recebido (entre R$ 1.412,00 e R$ 8.545,00 – teto do INSS em 2025). - Ideal para quem quer contribuir com valor maior e aumentar o valor da aposentadoria.Se o empresário optar por se pagar um pró-labore, a empresa (Simples) deve recolher a parte do empregador (20% sobre a folha) e o empresário paga a parte do empregado (de 8% a 11% conforme a faixa salarial). Esse cálculo é mais complexo, mas pode ser vantajoso para deduzir o pró-labore na apuração do Simples Nacional.
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3. Tabela comparativa: MEI vs Empresário Simples Nacional
| Característica | MEI | Empresário Simples (não MEI) |
|---|---|---|
| Base de cálculo | 5% do salário mínimo (fixo) | 11% do mínimo (plano simplificado) ou 20% da renda (plano normal) |
| Valor mensal típico (2025) | ~R$ 70,60 a R$ 76,60 | R$ 155,32 (mínimo) |
| Recolhimento | DAS único mensal | GPS (Guia da Previdência Social) mensal |
| Pró-labore obrigatório? | Não | Recomendado (não obrigatório, mas afeta a tributação) |
| Benefícios previdenciários | Sim (básicos) | Sim (básicos + opcional adicional) |
| Teto máximo | Limitado ao mínimo | Até o teto do INSS (R$ 8.545,00) |
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4. Exemplo prático
João é MEI, atua como comerciante de roupas. Seu DAS mensal será R$ 70,60 (INSS) + R$ 5,00 (ICMS) = R$ 75,60. Ele não precisa pagar nada a mais para ter direito a aposentadoria por idade (65 anos homem/62 mulher) e auxílio-doença.
Maria é empresária de uma pequena loja no Simples Nacional (ME). Ela decide contribuir pelo Plano Simplificado: R$ 155,32/mês (11% do mínimo). Ela também poderia optar pelo Plano Normal e contribuir com 20% do seu pró-labore de R$ 3.000,00 – total R$ 600,00/mês. Nesse caso, a empresa recolheria mais 20% sobre o pró-labore (R$ 600,00 de INSS patronal) e Maria pagaria o INSS empregado (cerca de R$ 240,00). O custo total seria maior, mas a aposentadoria de Maria seria mais alta.
A escolha depende do quanto ela deseja investir hoje para ter um benefício futuro mais robusto. Para ajudar nessa decisão, você pode usar nossa calculadora Investir ou INSS e simular cenários.
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5. Planejamento previdenciário: qual caminho seguir?
O pequeno empresário precisa equilibrar o custo mensal da contribuição com a expectativa de aposentadoria. Enquanto o MEI tem a contribuição mais baixa, o valor do benefício será sempre de um salário mínimo (pela regra geral). Já o empresário do Simples que contribui pelo plano normal pode construir uma aposentadoria maior, mas precisa desembolsar mais ao longo dos anos.
Uma estratégia comum é: - Começar como MEI nos primeiros anos. - Migrar para o Simples Nacional como ME/EPP e, paralelamente, contribuir pelo plano simplificado ou normal de acordo com a capacidade financeira. - Investir a diferença entre o custo do INSS e o valor de uma previdência privada (PGBL/VGBL), usando a calculadora acima para comparar.
Importante: o INSS é essencial para cobertura de riscos como invalidez, pensão e auxílio-doença. Não abra mão da proteção básica.
Fonte adicional: IBGE - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (dados sobre ocupação e previdência)
Conclusão
Calcular a contribuição ao INSS do MEI e do empresário do Simples Nacional é mais simples do que parece. O segredo está em conhecer o regime tributário da sua empresa e as opções de recolhimento. O MEI tem a vantagem da simplicidade, enquanto o empresário do Simples pode ajustar o valor conforme sua estratégia financeira. Use nossa calculadora Investir ou INSS para simular o impacto de cada escolha no longo prazo.
Disclaimer: Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. As alíquotas e valores mencionados baseiam-se na legislação vigente em julho de 2026. Para decisões concretas, consulte um contador ou especialista em previdência. O VitrineIA não se responsabiliza por eventuais diferenças devido a alterações normativas.
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